Jornal Página 3
Coluna
Falando Nisso
Por Marlise Schneider

(Quase) 60 dias de dúvidas

Estamos prontos para os próximos (quase) 60 dias ouvir aquele blá-blá-blá de candidatos? Confesso que não estou e vou viver mais um conflito, porque quero cumprir com meu compromisso de cidadania, mas não sei de que forma.

O primeiro debate não acrescentou. Ouvi aquelas mesmas coisas de sempre, promessas de boa saúde, boa educação, transporte adequado, moradia pra todo mundo, acabar com a insegurança e cortar pela raiz tudo que se relaciona com corrupção. É como 'Alice no país das maravilhas'...

Então acho que 'perdi' algumas horas de sono e acordei com as mesmas dúvidas, algumas até maiores, sem saber como colaborar para que esse país tome jeito.

Desde criança ouço meus avós, depois meus pais, injetando esperança...as coisas vão mudar, vão melhorar, tem terra pra todo mundo, comida não vai faltar...cresci escutando isso e hoje continuamos com o mesmo cenário, até pior, porque nunca se roubou tanto nesse país, nunca se enganou tanto nesse país, e o que me fará mudar de ideia? Se não vejo uma luz no túnel.

Lembro da felicidade de poder votar depois da ditadura, meus tempos de adolescente. Quanta esperança! Era como se tivesse conquistado o maior prêmio da vida. Como analisar essa felicidade nesse contexto de hoje? Não cabe. Não é admissível. Ou perdemos tudo que tanto lutamos para conseguir naquela época?

Por essas e outras acredito que os próximos (quase) 60 dias exigirão um grande esforço de mim, de nós que estamos preocupados, que ainda arrastamos uma luzinha fraca de esperança de que as coisas entrem nos trilhos, Confesso que ando indignada, nem curto mais falar em política, mas isso não apaga a nossa cidadania, nosso dever de tentar mudar isso que aí está. Então seguirei estudando as oportunidades de mudança que foram lançadas para o povo brasileiro. São (quase) 60 dias para acalmar as dúvidas e achar uma luz. Será que vou conseguir?   

Escrito por Marlise Schneider, 10/08/2018 às 09h46 | lisi@pagina3.com.br

(Quase) 60 dias de dúvidas

Estamos prontos para os próximos (quase) 60 dias ouvir aquele blá-blá-blá de candidatos? Confesso que não estou e vou viver mais um conflito, porque quero cumprir com meu compromisso de cidadania, mas não sei de que forma.

O primeiro debate não acrescentou. Ouvi aquelas mesmas coisas de sempre, promessas de boa saúde, boa educação, transporte adequado, moradia pra todo mundo, acabar com a insegurança e cortar pela raiz tudo que se relaciona com corrupção. É como 'Alice no país das maravilhas'...

Então acho que 'perdi' algumas horas de sono e acordei com as mesmas dúvidas, algumas até maiores, sem saber como colaborar para que esse país tome jeito.

Desde criança ouço meus avós, depois meus pais, injetando esperança...as coisas vão mudar, vão melhorar, tem terra pra todo mundo, comida não vai faltar...cresci escutando isso e hoje continuamos com o mesmo cenário, até pior, porque nunca se roubou tanto nesse país, nunca se enganou tanto nesse país, e o que me fará mudar de ideia? Se não vejo uma luz no túnel.

Lembro da felicidade de poder votar depois da ditadura, meus tempos de adolescente. Quanta esperança! Era como se tivesse conquistado o maior prêmio da vida. Como analisar essa felicidade nesse contexto de hoje? Não cabe. Não é admissível. Ou perdemos tudo que tanto lutamos para conseguir naquela época?

Por essas e outras acredito que os próximos (quase) 60 dias exigirão um grande esforço de mim, de nós que estamos preocupados, que ainda arrastamos uma luzinha fraca de esperança de que as coisas entrem nos trilhos, Confesso que ando indignada, nem curto mais falar em política, mas isso não apaga a nossa cidadania, nosso dever de tentar mudar isso que aí está. Então seguirei estudando as oportunidades de mudança que foram lançadas para o povo brasileiro. São (quase) 60 dias para acalmar as dúvidas e achar uma luz. Será que vou conseguir? Estamos prontos para os próximos (quase) 60 dias ouvir aquele blá-blá-blá de candidatos? Confesso que não estou e vou viver mais um conflito, porque quero cumprir com meu compromisso de cidadania, mas não sei de que forma.

O primeiro debate não acrescentou. Ouvi aquelas mesmas coisas de sempre, promessas de boa saúde, boa educação, transporte adequado, moradia pra todo mundo, acabar com a insegurança e cortar pela raiz tudo que se relaciona com corrupção. É como 'Alice no país das maravilhas'...

Então acho que 'perdi' algumas horas de sono e acordei com as mesmas dúvidas, algumas até maiores, sem saber como colaborar para que esse país tome jeito.

Desde criança ouço meus avós, depois meus pais, injetando esperança...as coisas vão mudar, vão melhorar, tem terra pra todo mundo, comida não vai faltar...cresci escutando isso e hoje continuamos com o mesmo cenário, até pior, porque nunca se roubou tanto nesse país, nunca se enganou tanto nesse país, e o que me fará mudar de ideia? Se não vejo uma luz no túnel.

Lembro da felicidade de poder votar depois da ditadura, meus tempos de adolescente. Quanta esperança! Era como se tivesse conquistado o maior prêmio da vida. Como analisar essa felicidade nesse contexto de hoje? Não cabe. Não é admissível. Ou perdemos tudo que tanto lutamos para conseguir naquela época?

Por essas e outras acredito que os próximos (quase) 60 dias exigirão um grande esforço de mim, de nós que estamos preocupados, que ainda arrastamos uma luzinha fraca de esperança de que as coisas entrem nos trilhos, Confesso que ando indignada, nem curto mais falar em política, mas isso não apaga a nossa cidadania, nosso dever de tentar mudar isso que aí está. Então seguirei estudando as oportunidades de mudança que foram lançadas para o povo brasileiro. São (quase) 60 dias para acalmar as dúvidas e achar uma luz. Será que vou conseguir?  

Escrito por Marlise Schneider, 10/08/2018 às 09h46 | lisi@pagina3.com.br

BONS 27 ANOS

A primeira coisa que lembrei hoje quando acordei foi agradecer e comemorar a alegria de estar aqui neste dia, porque são 27 anos fazendo o que gosto de fazer...aliás minha família sempre conta que desde muito pequena, eu costumava sentar na frente da casa, perguntando para todo mundo que passava por ali, 'onde tu vais, o que vais fazer, quem mora lá' e assim por diante...quase um 'lead' como aprendi mais tarde na faculdade de jornalismo (Quem?Como?Quando?Onde?Por quê?).

Hoje nem sei se ainda existe isso, porque os tempos são outros. Desde que os cursos de jornalismo tiraram a Língua Portuguesa da grade curricular, a coisa ficou estranha...e os jornalistas vão se formando assim mesmo. Talvez hoje nem seja mais importante mesmo, porque é bem mais fácil aquele movimento que a internet trouxe 'control C control V' e prontinho, a notícia está feita, igualzinha a de todos os outros veículos.
Aqui em Balneário, ao longo destes 27 anos, conseguimos trabalhar a notícia na fonte, 'in natura', colhendo informações, correndo atrás e desta forma, nos tornando um veículo confiável.

Meu velho professor Marcelo, lá do primeiro ano de faculdade, já dizia, jornal bom só vive se tiver credibilidade e foi em busca dessa base que sempre trabalhamos.E aqui chegamos.

Nestes 27 anos crescemos como cidade,crescemos como família, crescemos como referência e isso tudo é motivo de alegria.

...Se lembro que nossas filhas há 27 anos eram aborrecentes (uma com 13 e outra com 10 anos) e hoje temos seis netos...
...Se lembro que a cidade tinha 27 anos quando o Página3 nasceu e esse mês fechou 54 anos cheios de mudanças e cada vez mais linda e encantadora...
...Se lembro daquele computador sozinho dando conta de um jornal inteiro...e apenas o Marzinho sabendo mexer com ele...isso há 27 anos, não faz tanto tempo...
...Se lembro das máquinas fotográficas, fotos em papel, revelações na Real Color, depois no Gorila...
...Se lembro da diagramação, as matérias eram impressas e depois recortadas e coladas, exigia muita coordenação motora...o diagramador vinha de Florianópolis,..
...Se lembro que a reportagem estava presente em tudo que rolava na cidade, desde reuniões em bairros até grandes shows.
...Se lembro de quanta coisa escrevemos, de quantas entrevistas fizemos, perdi a conta.
...Se lembro de tudo isso bate uma saudade no peito, a emoção mexe forte, mas dizem que não se deve olhar pra trás...

Então vamos olhar pra frente e agradecer por estes 27 anos com vocês. E dizer que continuamos juntos, acompanhando a historia desta cidade, que aprendemos a amar e que adotamos em 1988, quando aqui chegamos.

Galeria de fotos antigas do jornal

História Página 3 em fotos

Escrito por Marlise Schneider, 26/07/2018 às 10h27 | lisi@pagina3.com.br

27 ANOS

Em julho de 1991, uma equipe de meia dúzia de sonhadores idealistas estava trabalhando na composição da primeira edição do jornal Página3, uma novidade marcada para nascer como um presente no dia 20 de julho, quando Balneário Camboriú comemorava seus 27 anos de emancipação política.
A equipe se enrolou em tempos, prazos e o fechamento acabou não acontecendo como previsto. O nascimento do semanário foi adiado uma semana: 26 de julho. Sem modéstia, até hoje continuo achando que assim mesmo, fora do tempo previsto, foi um presentão para Balneário Camboriú.
Tudo começou em uma pequena salinha da dona Rosa, na Rua 600, quase na vizinhança com a antiga rodoviária do seu Carlinhos da Rosa. A placa era (quase) maior que a sala...tinha máquinas de escrever, uma máquina fotográfica e apenas um computador na redação. Era tudo meio precário...mas tinha fartura de vontade de trabalhar, de 'fome' de fazer um bom jornal e ajudar no desenvolvimento da praia.
Neste 26 de julho de 2018 é o Página3 que comemora 27 anos. E Balneário Camboriú, uma semana antes, neste 20 de julho, comemora o dobro: 54 anos.
O que aconteceu nestes 27 anos na cidade?
O que aconteceu nestes 27 anos no jornal?
O que aconteceu nestes 27 anos em nossas vidas?
É muita coisa, muita mudança em tão pouco tempo.
A cidade 27 anos atrás? Tinha 40 mil habitantes. Estava deixando de ser uma praia de final de semana. Era o segundo principal polo turístico do Estado. A política local passava por fortes mudanças. Leonel Pavan reinava nos altos da Dinamarca. Uma semana antes do Página3 nascer, a cidade ganhava sua primeira escola pública de tempo integral e o 'pai' da ideia, Leonel Brizola, veio inaugurar.
Naquele julho de 1991, Chitãozinho e Xororó lotaram a Santur. 'As Tartarugas Ninja' estavam entre os filmes mais procurados e Kevin Costner com seu 'Dança com Lobos' ganhava o Oscar de melhor filme e estava em cartaz no nosso Cine Itália.
A equipe de largada da primeira edição, tablóide, com 12 página PB, tinha nove pessoas: os jornalistas Bola Teixeira, Waldemar Marzinho Cezar Neto e Marlise Schneider Cezar (responsáveis pela Redação), Gelci Veit (Comercial), Kiko Novaes (chargista) e os colunistas Luiz Alberto Cavalcanti, José Juca Neves de Souza, Oliveira Brandão e Rogério Faísca.
Desde então, escrevemos a história dos últimos 27 anos desta cidade. E em todos esses anos, em todas as entrevistas que publicamos, nunca ouvi alguém dizer que não gosta de Balneário Camboriú.

Tem presente melhor?
 

Escrito por Marlise Schneider, 18/07/2018 às 10h25 | lisi@pagina3.com.br

Coisas boas de ouvir

 Domingo passado assisti um espetáculo musical na igreja luterana Martin Luther, aquela que fica na subida do Cristo Luz. Durante o culto de Páscoa, um grupo de alunos de violino apresentou-se e encantou quem lá estava. De todas as idades, meninos, meninas, adolescentes e adultos. O violino é um dos instrumentos mais lindos e harmoniosos que conheço. O som é encantador. O grupo da professora violinista está crescendo.

Quem quiser aprender pode entrar em contato pelo 3367-8065. 

 

Escrito por Marlise Schneider, 05/04/2018 às 15h25 | lisi@pagina3.com.br

Coisas boas de ver

 Hoje o dia começou diferente. 

Louco por barcos e por mar, Marzinho queria ver apontar no horizonte 'longínquo' os primeiros veleiros da Volvo, que estavam saindo de Bombinhas. Em busca de um bom lugar fomos até o morro de Taquaras. Ali tem um mirante e uma vista sensacional. 

Fazia um tempo que não passava pela Interpraias. Sempre linda! Que passeio maravilhoso! Sempre indico e sugiro para quem não conhece não deixar de conhecer, porque vale muito a pena.

O vento parou e os veleiros também. Saímos dali em direção ao Pontal Norte, sempre mirando o horizonte. 

Decidimos então subir o Morro do Careca. Outro lugar fora de série, uma paisagem de tirar o fôlego. Olho para o lado esquerdo e vejo a Brava gigante...nossa, como cresceu aquela praia, agora cheia de prédios e condomínios luxuosos. Olho pra direita e vejo uma Balneário imponente, gigante e bela. É a cidade que tomou meu coração. É por ela que lutamos há quase 27 anos, quando nasceu o Página3. Denunciando as coisas erradas, as falcatruas, as coisas que arranham, machucam e ferem esta cidade, mas também sempre mostrando as nossas belezas, as nossas coisas boas que temos. O jornal local, na minha opinião, tem esse dever de zelar pela cidade, pelas coisas certas, pelo seu crescimento sustentável, para que todos tenham um futuro melhor.

Aqui chegamos com as duas filhas pequenas. Aqui a família cresceu. Estamos esperando o sexto neto (a). Todos eles nasceram aqui. Eles são as raízes que Balneário Camboriú não tinha. Hoje tem. A cidade concentrou a família aqui. Uns vieram de Porto Alegre, outros de São Paulo, outros do Rio, outros de Curitiba e por aqui se fixaram em um grande encontro familiar que já tem mais de três décadas. 

Morro de Taquaras e Morro do Careca, dois extremos, lindos, convidativos. São passeios obrigatórios. Lá no topo do Careca tinha uma mulher meditando, um casal se exercitando, um homem subindo com três cachorros, muita gente caminhando ou correndo, porque o local é agradável, o ar é fresco e a paisagem é linda demais. Ouvi um dos que ali estavam dizendo 'tem gente que mora a vida toda na cidade e nunca veio até aqui para conhecer essa beleza toda'. Concordei. Assim como muita gente, estou falando de moradores, nunca foi no Cristo Luz, nem subiu no teleférico ou foi conhecer o zoo do Parque Cyro Gevaerd. 

Acho importante dar valor para o que temos. 

Olhar à nossa volta. Valorizar esse cenário que a natureza nos deu de presente. Cuidar para manter isso tudo...que ainda não foi detonado pelo homem. 

São coisas boas de ver. Podem crer! Fazem bem para a mente e a alma!

Escrito por Marlise Schneider, 03/04/2018 às 14h14 | lisi@pagina3.com.br



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Marlise Schneider

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... curiosa desde guria, ligada, discreta, caseira, sonhadora. Jornalista, chefe de jornalismo do Jornal Página 3.


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